Pés Inquietos

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A minha inquietação é compulsiva, invasiva, exclusiva.
Periódica, clandestina, imprópria e não digna.
O meu alento é o relento, a chuva torpe, o céu cinzento.
O canto, agora e sempre, nada mais que inspiração.
De tentar buscar no tempo a mais completa relação.
Entre apagar do antes, os anteparos de Maria.
E de viver eternamente em função da agonia.
Não é o paradoxo da alegria sem você.
Nem mesmo o sofrimento de querer e não poder.
É um desejo que me consome e me suga por completo.
E me ponho a te querer como um viciado num deserto.
E sei que isso passa, mas já passou tempo de mais.
Mas isso só detalhe, compulsivo, invasivo, exclusivo de mim mesmo.

sábado, 30 de agosto de 2008

É, descobri meu tipo.Sou um tipo de cara que se encanta com a completude, a cafona e brega completude de olhares. Me encanto por cabelos soltos ao vento, por rostos desamparados e por sentimentos fragilizados. Nessa realidade, em que armei todas as minhas defesas, não há nada mais cativante que um pedido de afeto. Como pedir afeto?Eis aí a inevitável problemática da guerra: Afeto e guerra não combinam com tudo que eu quero dizer e com o que ninguém está disposto a ouvir.

domingo, 17 de agosto de 2008

Não é nada não sabido o que se vê nas entrelinhas, caso você não tenha habilidade, não se atreva a tentar entender os modelos de uma escola.Escola é não é sabedoria.Estilo não é conhecimento.Tente entender o que você faz quando presencia a morte da libido.E quase como matar o significado da existência.A Esfinge explica, confunde no começo, mas explica. Não posso valorar a inteligência, não sou letrado.Nem ao menos tenho um modelo que explique o porquê da valoração.Não posso medir a fundo o desejo de medir o tempo.Não posso palpar o que corresponde ao meu estranho segredo. Segredo?

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Porra, eu to fingindo à tanto tempo que, cara.Eu tento, mas não dá.Então eu tento encontrar aquela música que me faz lembrar a exata sensação do final de Fight Club.E na madrugada eu procuro.E na madrugada eu sei que, Porra, eu tenho que estar aí pras coisas palpáveis, as coisas que eu olho pela janela.Eu tenho que estar de pé pra ver a porra do Sol.Como eu amo o Sol, velho.Como eu amo o vento e como eu amo essas coisas de cinco anos a traz.E como eu odeio amar coisas de cinco anos a traz.E como se não bastassem os polissíndetos.E eu, E alguém mais e alguém menos.Eu eu eu eu eu eu.Porra animal, tem mais gente no mundo que Eu e Você, muito mais gente no mundo que os seus sete ou seis melhores amigos.E?.Pra porra com o seis bilhões, pra porra com as baleias,velho.Enfia a relatividade onde ela relativizar melhor.I fucking don’t care!...Isso, agora o jovem revoltado vai contar suas angústias.Que Lindo!...Oque vai ser depois? Mais laços em uma árvore esperando alegrar a vida de alguém, mais uma discussão, uma daquelas que da as respostas pro país crescer como a porra de um bolo.A porra de um bolo que você não faz a anos porque ta ocupado de mais vendo coisas imbecis no computador enquanto a porra da sua vida passa.Ta ocupado pensando no Sol, no Céu.No “Eu” ou em “Você”...Só não muda a música porque tem medo da próxima coisa que vier no playlist te desagrade.É movido pela música.E é assim, como medo de mudar.Tudo bem, já que você não tem coragem, eu mudo pra você, fracassado.

sábado, 28 de junho de 2008

A primeira fita, a vermelha, veio com o ovo de páscoa.Nunca gostei de chocolate, ou nunca fui fã e falo por aí que não gosto, só pra tentar fugir um pouco do lugar comum da espécie humana.

Você sabe o que é acordar, ver o sol, não gostar do sol, fechar a janela, não gostar do escuro, abrir a janela e sentir falta do sol?.Você sabe, sabe, pois se não soubesse, não estaria aqui.É, aí...Exatamente aí, nessa cadeira quadrúpede.

Às vezes agente se pergunta em que momento dos fatos que tudo foi pro espaço; então, como em um passe de genialidade, tudo fica claro.Está lá, o quadro da desgrama, a cena do erro indo, vindo, rodando e martelando.E você para e se amordaça em um canto.Penitência.

E, Ah, se eu pudesse voltar no tempo.Ah se isso e Ah se aquilo.Claro, claro, é mais cômodo resumir o painel desordenado de culpas em um simples itinerário de você até a colisão mecânica, o choque, a deformação, e o afastamento.

Não se iluda, se você vem fudendo com tudo na sua vida, não fique culpando os fatos, ou seus lapsos impensados que arruinaram seu futuro brilhante, a culpa não é dos fatos.Não pensei que mudando isso ou aquilo tudo seria diferente.Não, não seria.As colisões são apenas adiadas.É impossível evitar a entropia do universo.

(.)

terça-feira, 24 de junho de 2008

Pare.Para.Pense.Pois:

Ponto se ponto, ponto sepulcro, ponto!

Ponto de pedra de palha queimada

Ponto de nada, a ponto de nada.

Peso de pele à pele e mais nada

Ponto de palha à pele queimada

Sepulcro ponto.

Sabiá de sentinela

Rouxinol e suas olhadelas.

. C. , .Ce.

Aprendi a falar amanhã, é amanhã.

Amanhã?

Amanhã!

É.Amanhã.

Ponto se para passar do sepulcro de para que é palha de pano que é chão.

Pondo-se.

Seu ponto é assim, só um ponto.Amanhã.

sábado, 31 de maio de 2008

Quando é mais fácil cruzar os braços e reclinar a poltrona.

E quando não se tem cadeira e reclina-se a coluna.

Então se torna mais fácil ainda ser capaz praticar o ócio.

Mas, por mais incrível, que os incríveis.Por mais incrível.

Pudera eu reclinar o ódio.Que pareça, incrível.O ócio.

Alguns anos e uns papeis listrados.Incrível, o ócio.

Maria, sempre se preocupou com. Mas quando foi.

Foi mais fácil cruzar, todos os negócios.Incrível

Todas aquelas horas de rodeio, e os números encavalados

Os doces na bandeja.A foto no.Vocês descendo a ribanceira.

Eu de lado, amargurado.E o incrível dos milagres.Alguém ao seu.

No retrato.