Cachos

domingo, 29 de março de 2009

E o canto pede à prosa
Que cante com encanto
Que faça dos seus prantos
Um simples-belo som

E quantos dos teus laços
São gingados de moçura
Estes cabelos cachos
Que me enrolam de ternura

A viola pede passagem
E me liberto dos teus tratos
Lindo é ser selvagem

Dois quartetos e tercetos
E os amassos nos teus cachos
Hão de ser mais que cabelos

Droga de Soneto

sábado, 14 de março de 2009

Carlota, mulher vermelho carmim
Fina flôr que se esconde no mato
lábios escarlate como a maçã do pecado
Me arde a garganta, me prende no ato

Traga a todos em teus baseados
E continuo usando, desesperado
Enrola teus meninos na seda dos trapos
Fumaça danada, da paz dos amados

Desfila.Passa.Agradece e traga
Torna e entorna dos cabelos á brasa
Mais que uma amante, uma vida regrada

Dama inocente da saia rodada
Me gira no verbo do conto de fadas
Sensata, moderna, menina ousada

C://Meus Sentimentos/"...................."

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Engraçado como algumas pessoas são extremamente impulsionadas pela falta de impulso. Engraçado também, como essas pessoas tendem a se arrepender dos mal calculados passos, quando esses passos são tão descontrolados que não representam o ser que os detêm e sim representam os sentimentos do ser.
Tudo se resume a causa-e-efeito. Tédio->Motivação (deturpada)->Ato Falho->Crise de Consciência->Arrependimento
E é no arrependimento que eu queria chegar.
De você, não quero cobrar maturidade pra entender isso, pois então, vou pedir que aceite mais esta.Você, que já aceitou tantas coisas na vida, não deve ter dificuldades pra aceitar essa também....E se você não mudar, não vai ser essa a ultima...
Eu, Diogo, não invisto em mercados voláteis, não tenho espírito aventureiro o bastante para me dar com a dúvida do arrependimento.Eu até aceitaria a dúvida do abandono, a dúvida do má satisfação, até mesmo a dúvida do conhecimento sobre quem é você...
Não é possível esperar nada disso.Não da pra entender nada disso.Eu não aposto no nada.Não sei multiplicar por zero.Não somo números negativos na minha vida.
Mas ao contrário de tudo o que eu espero, você não me surpreende em nada.Posso te decifrar num olhar e saber o que vai falar no outro.E nas dúvidas que me encantam, você já mostrou o pior dos resultados.O "pior", no meu juízo de valor, que é relativo:Sim sim sim, e daí, meu mundo, meus valores.E quando eu falo de mim é sempre assim:Eu e mais ninguém.
Aquilo de ontem, foi mais um dos seus atos falhos, causado pelo tédio que é o verão de Brasília, e vou fazer um favor a você:Vou evitar arrependimentos.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Por um pouco menos, foi descaso. Por um pouco mais, seria amor. Mas afinal, quem mensura os pequenos frascos? São os mortos de mistério? São os loucos por saudade...Como se houvesse pouca coisa nesta vida que comprasse piedade. Eu compro compaixão. Compro. Compro, até mesmo, os melhores perfumes. E se não houver quem os venda, compro as mais belas rosas e os mais eternos fixadores...Faço tudo por ser pouco, tenho pouco por ser louco. Sou louco por um pouco menos. Por um pouco mais seria gênio.

MR8

sábado, 3 de janeiro de 2009

Amor, raiva, revolução.São coisas que alimentam a vitória, são eternas.Já a coragem é passageira, por isso que não temos revoluções em todo mês de outubro.
Tenho tentando encontrar as minhas coragens.Às vezes é a raiva e quase sempre há falta do outro, mesmo assim eu me consolo.Sou como o golpista de abril, que tem ao seu lado um grande cesto de lençóis, tantas vezes verde-amarelos, tantas outras com bolinhas vermelhas.E me pergunto se, assim como o golpista, me visto de verde-amarelo e me calo de vermelho-sangue.
Me pergunto se assim como o revolucionário, tirei o amor da bandeira e deixei o positivismo da minha época consumir o pouco de raiva que me dava forças.
Quem dera o fogo viesse e queimasse todos os palmares verde-amarelos, pois, pra onde quer que eu olhe, os lençóis são os mesmos, o que mudam são os cestos e os sonetos.
-Às armas!
Não, quem vos fala são as raivas.

Quando o mundo acabar

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Quando o mundo acabar, fico me perguntando se seria sagaz o bastante para viver na nova ordem mundial, se existir conceito de mundo, ou de ordem.Ou será que os conceitos são mesmo inerentes ao ser humano? Como, por exemplo: ordem, bem ou mal, justo e injusto, etc...Natural não devem ser, até porque, os tais gregos demoraram muito tempo e quimaram muitos matos pra chegarem nesses postulados, leis e conjecturas.Será que é tão difícil assim criar algo simples como um conceito.Ou seria o conceito a ecênsia da complexidade, por ser conceito, qualquer imprecisão ou omição, siginifica, diretamente, um grande organograma de erros proprapados. Acho que eu posso fazer tudo de novo. Ou não. Não.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sem batidas fortes, nesses tempos, tudo o que eu quero é o levar das cordas, o cavalgar das melodias, e talvez, um pouco da sombra de um bom coração. E se for tão melodioso a ponto se der impossível, que seja impossível, mas seja.