sábado, 28 de junho de 2008

A primeira fita, a vermelha, veio com o ovo de páscoa.Nunca gostei de chocolate, ou nunca fui fã e falo por aí que não gosto, só pra tentar fugir um pouco do lugar comum da espécie humana.

Você sabe o que é acordar, ver o sol, não gostar do sol, fechar a janela, não gostar do escuro, abrir a janela e sentir falta do sol?.Você sabe, sabe, pois se não soubesse, não estaria aqui.É, aí...Exatamente aí, nessa cadeira quadrúpede.

Às vezes agente se pergunta em que momento dos fatos que tudo foi pro espaço; então, como em um passe de genialidade, tudo fica claro.Está lá, o quadro da desgrama, a cena do erro indo, vindo, rodando e martelando.E você para e se amordaça em um canto.Penitência.

E, Ah, se eu pudesse voltar no tempo.Ah se isso e Ah se aquilo.Claro, claro, é mais cômodo resumir o painel desordenado de culpas em um simples itinerário de você até a colisão mecânica, o choque, a deformação, e o afastamento.

Não se iluda, se você vem fudendo com tudo na sua vida, não fique culpando os fatos, ou seus lapsos impensados que arruinaram seu futuro brilhante, a culpa não é dos fatos.Não pensei que mudando isso ou aquilo tudo seria diferente.Não, não seria.As colisões são apenas adiadas.É impossível evitar a entropia do universo.

(.)

terça-feira, 24 de junho de 2008

Pare.Para.Pense.Pois:

Ponto se ponto, ponto sepulcro, ponto!

Ponto de pedra de palha queimada

Ponto de nada, a ponto de nada.

Peso de pele à pele e mais nada

Ponto de palha à pele queimada

Sepulcro ponto.

Sabiá de sentinela

Rouxinol e suas olhadelas.

. C. , .Ce.

Aprendi a falar amanhã, é amanhã.

Amanhã?

Amanhã!

É.Amanhã.

Ponto se para passar do sepulcro de para que é palha de pano que é chão.

Pondo-se.

Seu ponto é assim, só um ponto.Amanhã.

sábado, 31 de maio de 2008

Quando é mais fácil cruzar os braços e reclinar a poltrona.

E quando não se tem cadeira e reclina-se a coluna.

Então se torna mais fácil ainda ser capaz praticar o ócio.

Mas, por mais incrível, que os incríveis.Por mais incrível.

Pudera eu reclinar o ódio.Que pareça, incrível.O ócio.

Alguns anos e uns papeis listrados.Incrível, o ócio.

Maria, sempre se preocupou com. Mas quando foi.

Foi mais fácil cruzar, todos os negócios.Incrível

Todas aquelas horas de rodeio, e os números encavalados

Os doces na bandeja.A foto no.Vocês descendo a ribanceira.

Eu de lado, amargurado.E o incrível dos milagres.Alguém ao seu.

No retrato.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O porque do mundo ser como ele é. Bem, antes de mais nada, vamos esclarecer como o “Mundo” é.O Mundo cara?...muito complicado essa coisa de criar conceitos, até porque, o mundo muda muito, as gerações estão cada vez mais transviadas.A concorrência selvagem para vencer a vida de provas e aspirações é muito, muito do mau. A serviço desse mau, trabalham pessoas do mau.São elas: o cara estranho de narigão engraçado, o visinho que não te da “bom dia”, a pessoa com a pele diferente, o paraguaio que quer mais grana pela energia de Itaipu, o terrorista fanático, o americano imperialista. E você está aí tentando vencer o mundo de pessoas más. O problema é que tudo parece conspirar contra você, o mundo é cruel, injusto.Na sua tentativa desesperada de arrumar as coisas, você justa suas forças e, como em um regime fascista, arruma um inimigo comum dando bobeira por aí.Assim dá-se início a batalha pela vitória do mundo do bem sobre o mundo do mau. Você se arma de argumentos e princípios, e agora que pode lutar contra Deus, carne, música ruim, neoliberalismo, marxismo.Estará assim, fazendo a sua parte para a destruição do “Brave New World”.Para fortalecer sua causa, será preciso de pessoas como você, nada do cara de narigão ou o visinho mal educado, para o movimento vanguardista de libertação do mundo mau, serão aceitos apenas os sangue-puros, os bem doutrinados na ética do bem e da moral, nada de terrorista, branco ou preto. Quanto maior forem os territórios, mais tudo tenderá à segregação, criando fronteiras.Eis a morada do mau.

terça-feira, 29 de abril de 2008

E entre os 20 segundos, do 5º ao térreo, me olho no espelho e me sinto mais velho.

O Caminho de jamelões. Parte2.

domingo, 27 de abril de 2008

Horário de verão.Dia longo.Alguém com uma cesta de flores e um alguém sentando em um banco de praça:

— Segredos compartilhados? Defina segredo.

—Meu mundo restrito.Por que seria tão interessante assim?

—Informação nunca é de mais.Já que não posso entender as que vêm de mim, ficaria feliz em surrupiar as suas.É envolvente, o de sempre é envolvente, ou não seria o de sempre.

—Você não passa de um frustrado.Vem cá, quanto tempo não coloca essa carniça fétida pra funcionar?

—Qual das carniças?

—Há, até parece que conseguiria diferenciar os membros das pernas com os dedos da mão; Se mate logo.Menos um no mundo pra beber dos rios do Brasil.

—Me mato, mato sim.Mas se, e somente se, você me prometer cada uma dessas rosas no Campo da Esperança.Vala comum de amanhã.Entrarei pra eternidade, junto com O Flanelinha, o lavador de carros, o Pinga-Fogo e o Bactéria.

—Feito.

—Antes de consumar o fato, pode me fazer um favor?

—Diga lá, moribundo.

—Uma rosa também para aquela menina com um lenço na mão.

Calçada.Rua.Carro.Sangue.

Isa, sua rosa vermelha e seu lenço na mão.

Quanta sorte.—Pensou ela: “No verão é muito raro encontrar uma rosa assim, provavelmente deve ter sido cultivada em estufa. Ah, se eu tivesse estudando mais na escola...Poderia exaltar meu ego recitando cada parte dessa flor.Ou ainda, poderia exaltar o romance, se soubesse em que época as rosas eram românticas.Provavelmente nunca foram, convenção de um retardado e aceitação das meninas moças do séc passado.”

O mundo acabou, então vieram alguns poucos amigos. Era festa na casa ao lado.Havia beberes e comeres. Apagaram-se as luzes.Subitamente. Nada mais veloz que o fim do mundo.