Oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooohhhh
Oooo ô!
O que acontece é que se a gente para de pensar nas coisas, é que nem... sei lá.
Já parei de pensar faz tanto tempo.
Tem que ter coragem pra fazer isso, isso de pensar.
Sempre e sempre.
E sempre que eu tento pensar nas coisas de novo, parece tudo muito chato e tudo muito nada especial.
E é estranho, porque eu sempre me achei muito especial.
Na verdade, eu me achava O analista, aquele que fica na platéia do mundo, no camarote, olhando lá de cima, nas nuvens. e isso me dava o direito de analisar, rotular,
catalogar.
E foi então, que, não sei porque, não sei como, eu tive que descer de lá de cima e começar a viver. hoje, quem sabe, outro alguém deve já ter me catalogado, analisado, medido, pesado.
E realmente não me importo. Essa coisa de viver é mais difícil que pensar, nossa, bem mais.
Pensar não dói, viver sim...e se a gente tenta pensar e viver ao mesmo tempo... tenso,
Porque não sei com você, mas comigo, da vontade de gritar.
Sinto que tudo está invadindo o meu espaço, sinto até que a tela do computador está invadindo o meu espaço. Tudo oque é luz e tudo oque é macio, espinhoso, oleoso, tudo assim, vindo pra mim e eu não sei se sigo com eles, se paro, se vou na direção contrária.
Acho que essa coisa de vibrar em outras freqüências já deu, mas ... ah. Sei lá.
Daí eu olho aqui pro lado, tem os meus óculos, pego neles, olho pra tela e me sinto na obrigação de escrever. Tipo, porque eu não consigo mais? Isso é um absurdo.to começando a achar que tem algo em mim ocupando o lugar que o assunto a ser escrito deveria estar
Mas essa coisa é tão ruim ou me da tanto medo, que eu não consigo escrever. porque é como sempre acontece, quando se fala, quando se escreve, tudo vai pra profecia do mundo.
E apesar de o mundo ser bão, Sebastião, ele vai escolhendo de uma e uma, de duas em duas, as suas profecias e jogando na minha testa, parece que ele pega o 4 de paus, da uma lambida e cola na minha cara, gritando TRUCO LADRÃO.
-q
o mundo é assim. Tenso.
Mas eu gosto.
Tem uma música que fala alguma coisa e depois tem tipo um backing vocal dizendo “but i like it”. Não tem?
De vez em sempre eu ouço inside my head alguma música que fica gritando I DON’T CARE, acho que é do green day, mas não lembro direito qual é.
Talvez uma que tem uma moça de cabelos vermelhos, branca, daí o vocalista do green day parece que briga com a mãe e sai de casa e encontra essa dos cabelos vermelhos, que está vivendo numa comunidade punk estranha que fica na estrada sob um viaduto (?), daí britânicos, daí eles tão no supermercado punk onde rola uma porrada no estacionamento e daí o Billy joe Armstrong começa a tomar porrada, e corta pra uma cena do quarto da mina bebendo e pulando na cama e rola um “I DONT CARE, que, puta que pariu, da vontade de realmente don’t care’ar-se pra tudo e todos”.
É quase, disse quase, como quando a Natasha do capital vê que o mundo vai acabar e ela só quer dançar. E quando o mundo vai acabar, porque o paraíso não pode ser um comprimido? Acho digno.
A vida é bela e o....
expelido por Diogo às 17:13 1 rabiscos
Sobre o tempo e sobre clichês
expelido por Diogo às 19:20 4 rabiscos
Queria escrever hoje sobre o mundo, sobre sorrisos e cabelos trançados.
Mas é essa coisa de tentar descrever pequenos brilhos eternos, tudo tão difícil.
Vou tomar uma cerveja, trançar sorrisos pelo mundo descabelado; talvez tecer rabiscos de um simples quadro não pintado.
Vou compor idéias. E elas serão absolutas; absolutas no meu mundo-solidão, onde ninguém opina sem concordar e só discorda pelo descordar das violas, espaços, buracos-fiapos.
Partes integrantes de proporções grotescamente infinitesimais de idéias, todas desfiando, estourando, sendo vomitadas de lado pra fora.
Ide todas vós, que só fique um fiapinho de cipó se esticando-coitado, foi sempre ele que segurou todas essas tranças mesmo. É sempre um, que infinitesimalmente, sabe o seu lugar e não descorda.
expelido por Diogo às 16:13 3 rabiscos
Lírio
e quando os lírios perdem suas pétalas
aí entras tu, queimando a flôr.
de uma em uma,
queimando as metas.
e de tudo um pouco, do que lhe resta
é isso. é brilho... é delírio.
é coisa tão de alívio, que só de vício,
que se explica a métrica.
expelido por Diogo às 16:54 1 rabiscos
Existem coisas que consomem tempo
Algumas consomem os penteados
e outras consomem os cabelos
Existem pessoas que não nos levam a sério
existem, ainda, pessoas sérias de mais
Há músicas que tocam o desejo,
há desejos que tocam os lugares
Outros desejos são tão fundos
que nem se deseja por medo ou maldade
E, ainda, há medos que não tem lugares
que é de todo tempo e de todo sono,
de toda posse e de todo dono.
Enfim,
há cabelos que nos despertam desejos
e a desejos que nos tiram do sério
Como quem, de tão terno, não teme
nem o mais profundo mistério.
expelido por Diogo às 17:18 4 rabiscos
Se ela me testa, juro que atesto:
Bato com a boca, beijo, brinco, escondo o jogo.
Assopro no riso, encontro, calo; até jogo limpo.
Mas se ela me arrisca, não há razão que cubra a pista:
Premo, corto, me espirro todo.
Como se espreme o alho, como se chora a cebola,
Como se encontra no balacobaco.
Como se cheira o perfume amargo.
Como, como se fosse tão fácil... tão fácil.
expelido por Diogo às 19:56 0 rabiscos
Em uma das minhas divagações pessoais, entrei em uma crise profunda.
Eis:
O que sobra de um dia ou outro vivido? Será que a lembrança é tudo que nos resta?
Já parou pra pensar que se você simplesmente não lembrar de um dia, é como se ele não tivesse existido?
O que você lembra da semana passada?... Ela realmente fez parte da sua vida e, hoje, ela faz parte de você?... Essas coisas assim, a vida desenfreada; os minutos e pulsares de segundos correndo por entre os dedos.
Então olho pro meu peitoral sarado(!) e vejo uma cicatriz, coisa de dois centímetros, coisa pouca, coisa de criança. E me lembrei de como, brincando de espadinha, com um ferrinho de construção, ganhei a(!) marca de um dia, uma marquinha assim sem importância, e é só olhar pra ela e lembrar de tudo, das cores; das pessoas; e de como eu me senti super adulto com uma cicatriz de corte no peito esquerdo ( que nem as dos caras dos filmes de ação)..eu pousava à frente do espelho e fazia cara de mau, minha mãe dizia " êêê minininho narcisista". todo dia era um fim de tarde e toda tarde era um fim de dia, quando meu pai assoviava pela vila militar, e eu tinha que tomar minha sopa e ir pra cama. Enfim, lembranças, e só as são por deixarem marcas.
Desde então, comecei a marcar tudo, ainda na sexta série, escrevi na cabeceira da cama uma mensagem para o “eu do futuro”.. Lembro bem, a idéia era escrever uma equação, mas era difícil riscar a madeira, certinho; usei a estrelinha da boina, usei também algumas letras garrafais, acabou que não deu espaço para o todo e, da parte, ficou um “X+2”, seguido de um “para mim”. Acho que se não fosse esse dia, talvez não eu não lembrasse da exata sensação de dúvida do amanhã ou como as canetas ficavam exatamente colocadas dentro de um potinho azul, embaixo da prateleira vermelha que, por sua vez, ficava perto da cama.
E por aí vai, acabei me tornando um viciado em marcar o mundo, até cheguei a ponto de amarrar fitinhas coloridas em galhos altos de árvores, é tão bom olhar pra cada fita e lembrar o dia, a cor do céu, o cheiro do toda de cada cor...É bom lembrar, pois é isso que prova que vivemos, isso que prova que aprendemos e , acima de tudo, é isso que nos torna eternos contadores de histórias
;)
expelido por Diogo às 14:56 2 rabiscos
