"Eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada"

sábado, 29 de maio de 2010


Yeah Yeeaaah

Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer.....

acho que não tenho mais idade pra isso.
isso de escrever do que eu não entendo,
as vezes penso em um livro, de título "Oque eu penso sobre as coisas da vida e do mundo"
Mas, auto lá, nem sei do que me toca e nem toco do que me faz.
E nada disso é crise de identidade, conduta, superioridade. Isso é coisa pequena, que meche comigo de forma tão grande, que começo a pensar que a estrutura toda tá errada.
Daí tem-se um quê de realidade, parir um livro no mundo, que propaga erros por aí, falta de respeito com quem lê.
Bem, também não pensaram nisso quando me largaram no mundo, falando por aí; e sei lá se a responsabilidade é da obra ou do criador, sei só é que, as vezes é bem melhor não ser um livro.
Livro, quando não se tem cuidado, se pode abrir de mais, rasgar, sujar. Já à mim...tudo oque sangra e faz doer.. já nem me preocupo com isso. Alma não tem jeito mesmo, se suja, se lava e se rasga. Mas só da pra ver mesmo é quando o alcool passa.

e tudo passa.

uma cabeça, um mundo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010


Me lembrar, mesmo que só um pouco, que eu ainda estou aqui, dentro dessa carcaça de ossos, carne, pedras nas mãos e mãos atadas em pedras.. Porque, em verdade, de nada serve o dito e o feito, o escrito e o lido, se no fundo de cada um, de cada outro, não tem um único rabisco de onde rabisco nenhum, nunca jamais deveria ter saído.
E é daqui:

É complicado, é um mundo, é escuro, desanimado.
É torpe e torto, sem tato e toque e, mesmo assim,
compreende o fato. Que te entende, e te complica,
e os mundos giram desenfreados.

 Pois é fato certo, e sempre completo,
Como é um toque sempre ao teu lado

Bang Bang

sábado, 15 de maio de 2010

Em poucas palavras, em um silêncio total,
Bang bang, I shot you down
E em dois ou três olhares, quase que carnal,
Bang bang, you hit the ground
Um tapa de mágoa, um corte fatal
Bang bang, that awful sound... 
E a gente se apega à essa coisa mortal....

Bang bang, I used to shoot you down.
Quando, em verdade, vos digo:
 Bang bang, he shot me down
nada mais cruel, nada mais sem sentido,
 Bang bang, I hit the ground
que deixar de queimar uma única pedra
Bang bang, that awful sound
se o castelo já não fornece mais abrigo.
Bang bang, my baby shot me down


A vida é bela e o....

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooohhhh
Oooo ô!
O que acontece é que se a gente para de pensar nas coisas, é que nem... sei lá.
Já parei de pensar faz tanto tempo.
Tem que ter coragem pra fazer isso, isso de pensar.
Sempre e sempre.
E sempre que eu tento pensar nas coisas de novo, parece tudo muito chato e tudo muito nada especial.
E é estranho, porque eu sempre me achei muito especial.
Na verdade, eu me achava O analista, aquele que fica na platéia do mundo, no camarote, olhando lá de cima, nas nuvens. e isso me dava o direito de analisar, rotular,
catalogar.
E foi então, que, não sei porque, não sei como, eu tive que descer de lá de cima e começar a viver. hoje, quem sabe, outro alguém deve já ter me catalogado, analisado, medido, pesado.
E realmente não me importo. Essa coisa de viver é mais difícil que pensar, nossa, bem mais. Pensar não dói, viver sim...e se a gente tenta pensar e viver ao mesmo tempo... tenso, Porque não sei com você, mas comigo, da vontade de gritar.
Sinto que tudo está invadindo o meu espaço, sinto até que a tela do computador está invadindo o meu espaço. Tudo oque é luz e tudo oque é macio, espinhoso, oleoso, tudo assim, vindo pra mim e eu não sei se sigo com eles, se paro, se vou na direção contrária.
Acho que essa coisa de vibrar em outras freqüências já deu, mas ... ah. Sei lá. Daí eu olho aqui pro lado, tem os meus óculos, pego neles, olho pra tela e me sinto na obrigação de escrever. Tipo, porque eu não consigo mais? Isso é um absurdo.to começando a achar que tem algo em mim ocupando o lugar que o assunto a ser escrito deveria estar
Mas essa coisa é tão ruim ou me da tanto medo, que eu não consigo escrever. porque é como sempre acontece, quando se fala, quando se escreve, tudo vai pra profecia do mundo.
E apesar de o mundo ser bão, Sebastião, ele vai escolhendo de uma e uma, de duas em duas, as suas profecias e jogando na minha testa, parece que ele pega o 4 de paus, da uma lambida e cola na minha cara, gritando TRUCO LADRÃO.
-q
o mundo é assim. Tenso.
Mas eu gosto.
Tem uma música que fala alguma coisa e depois tem tipo um backing vocal dizendo “but i like it”. Não tem?
De vez em sempre eu ouço inside my head alguma música que fica gritando I DON’T CARE, acho que é do green day, mas não lembro direito qual é.
Talvez uma que tem uma moça de cabelos vermelhos, branca, daí o vocalista do green day parece que briga com a mãe e sai de casa e encontra essa dos cabelos vermelhos, que está vivendo numa comunidade punk estranha que fica na estrada sob um viaduto (?), daí britânicos, daí eles tão no supermercado punk onde rola uma porrada no estacionamento e daí o Billy joe Armstrong começa a tomar porrada, e corta pra uma cena do quarto da mina bebendo e pulando na cama e rola um “I DONT CARE, que, puta que pariu, da vontade de realmente don’t care’ar-se pra tudo e todos”.
É quase, disse quase, como quando a Natasha do capital vê que o mundo vai acabar e ela só quer dançar. E quando o mundo vai acabar, porque o paraíso não pode ser um comprimido? Acho digno.

Sobre o tempo e sobre clichês

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010



Sabe, o tempo não para. Isso é um clichê.
E sobre eles, o são, pois são oque hão e hão de ser sempre essa coisa sólida-mesmo-, coisa que não se dissolve no ar; uma verdade que é repetida geração-a-geração. Os clichês são. E hão de ser sempre. E como tal, tal que é também, e há de ser sempre, esse tal alguém; o tempo, que não ganhará uma letra maiúscula, minha agressão pessoal. tempo, sempre ganhando tudo, no meu texto mando eu; e progredindo vou, quem sabe um dia, mando na vida minha. E é aqui, entre letras e pontos, que lhe pûno com a humilhação. É aqui. E aí.
um verbo, um conectivo, ês e mais és, todos merecem mais respeito que tú, óh tempo libidinoso, grotesco. É fato, tu não passas de um drogado, que não pára, frenético, devora, patético, se arrisca, dialético, e se esconde, modesto.. e quando todos dão as costas, tu se mostra, mais uma vez, frenético. É, celebrando os ditos das gerações, O tempo não pára.
Mas pra mim, você, tempo, é só mais um minúsculo.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Queria escrever hoje sobre o mundo, sobre sorrisos e cabelos trançados.
Mas é essa coisa de tentar descrever pequenos brilhos eternos, tudo tão difícil.
Vou tomar uma cerveja, trançar sorrisos pelo mundo descabelado; talvez tecer rabiscos de um simples quadro não pintado.
Vou compor idéias. E elas serão absolutas; absolutas no meu mundo-solidão, onde ninguém opina sem concordar e só discorda pelo descordar das violas, espaços, buracos-fiapos.
Partes integrantes de proporções grotescamente infinitesimais de idéias, todas desfiando, estourando, sendo vomitadas de lado pra fora.
Ide todas vós, que só fique um fiapinho de cipó se esticando-coitado, foi sempre ele que segurou todas essas tranças mesmo. É sempre um, que infinitesimalmente, sabe o seu lugar e não descorda.

Lírio

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

e quando os lírios perdem suas pétalas
aí entras tu, queimando a flôr.
de uma em uma,
queimando as metas.
e de tudo um pouco, do que lhe resta
é isso. é brilho... é delírio.
é coisa tão de alívio, que só de vício,
que se explica a  métrica.