E entre os 20 segundos, do 5º ao térreo, me olho no espelho e me sinto mais velho.
O Caminho de jamelões. Parte2.
Horário de verão.Dia longo.Alguém com uma cesta de flores e um alguém sentando em um banco de praça:
— Segredos compartilhados? Defina segredo.
—Meu mundo restrito.Por que seria tão interessante assim?
—Informação nunca é de mais.Já que não posso entender as que vêm de mim, ficaria feliz em surrupiar as suas.É envolvente, o de sempre é envolvente, ou não seria o de sempre.
—Você não passa de um frustrado.Vem cá, quanto tempo não coloca essa carniça fétida pra funcionar?
—Qual das carniças?
—Há, até parece que conseguiria diferenciar os membros das pernas com os dedos da mão; Se mate logo.Menos um no mundo pra beber dos rios do Brasil.
—Me mato, mato sim.Mas se, e somente se, você me prometer cada uma dessas rosas no Campo da Esperança.Vala comum de amanhã.Entrarei pra eternidade, junto com O Flanelinha, o lavador de carros, o Pinga-Fogo e o Bactéria.
—Feito.
—Antes de consumar o fato, pode me fazer um favor?
—Diga lá, moribundo.
—Uma rosa também para aquela menina com um lenço na mão.
Calçada.Rua.Carro.Sangue.
Isa, sua rosa vermelha e seu lenço na mão.
Quanta sorte.—Pensou ela: “No verão é muito raro encontrar uma rosa assim, provavelmente deve ter sido cultivada em estufa. Ah, se eu tivesse estudando mais na escola...Poderia exaltar meu ego recitando cada parte dessa flor.Ou ainda, poderia exaltar o romance, se soubesse em que época as rosas eram românticas.Provavelmente nunca foram, convenção de um retardado e aceitação das meninas moças do séc passado.”
expelido por Diogo às 07:51 3 rabiscos
O mundo acabou, então vieram alguns poucos amigos. Era festa na casa ao lado.Havia beberes e comeres. Apagaram-se as luzes.Subitamente. Nada mais veloz que o fim do mundo.
expelido por Diogo às 07:15 1 rabiscos
O Caminho de jamelões. Parte1.
E cai, dorme, enlouquece e sonha:
Um bloqueio me esconde certas verdades, uma defesa vasta.
Você não tem idéia do que é acordar com uma tempestade á sua volta, não tem idéia, pois nunca viu uma, e se continua me dizendo que viu é porque não temos mais nada para conversar.
Vamos aos fatos, a dor.Repetida é maior, da calmaria á gradação, um susto na retina convergente.Um choro.Há tempos que não choro, inveja do mar.
Se nós pudéssemos fazer com que todos provassem, se nós, se nós.Eles provariam da tempestade, sem calmaria, sem susto, sem conversão.A dor em sua essência.Bela.
Eis a história de Isabela:
Caminha de leste a oeste, pois lhe disseram que o mais belo dos Sois se encontra lá, ela se engana, ir para o norte não é à muito tempo uma opção.Isa é assim, assim como um peixe sem linha transversal, ela perdeu a sua na busca doentia por certeza, e agora, ela é tudo e tudo nela é incerto.
O tempo, que espaça a doce menina da mulher amarga, ensinou-lhe uma das maiores verdades, talvez a única que se confirmará em sua vida.
Nessa altura da caminhada, ela sabe que os Homens são sim todos iguais, salvo aqueles que não se consideram Homens, esses não passam de prepotentes.Isa sabe sim, e vai provar que compartilhamos das mesmas vontades, vaidades e muitas vezes, dos mesmos segredos.
Os meus, eu há muito compartilhei com Isa, e ela calou.Já os dela, não podem calar, eles gritam em mim, me ameaçam, me degeneram pela boca, são tantos que ocupam o meu cérebro, preciso passar o fardo adiante e uns prepotentes viriam bem a calhar.expelido por Diogo às 18:10 0 rabiscos
Bitolado
Ela oscila de vale em vale, por entre as ondas de mais alta freqüência, sem saber o porque do procurar.São tão pequenas, mas sabe-se que o limite de sua função é a essência do infinito.
Argumentos, para um ser nada mais que complexo, exprime meus ângulos racionais, todos reais, do horizonte ao abismo de uma variável.
expelido por Diogo às 09:34 3 rabiscos
Mensagem para um risco.
Venho lhe falar da pena por ser quem tu és, a pena por ter pena, quando muitos não merecem as asas que lhes foram dadas.Venho também, dar te as plumas, brancas e aveludadas, porque tu mereces, tu e outros tantos piedosos.Não passa de uma questão de inequação, essa roupagem branca, serena, aveludada.Inveja.Como me mata.Mas nem por um único vestido branco, de véu e grinalda, perderia a chance, pois preciso, preciso contar-lhe a sentença da corte por seres tão amada.
expelido por Diogo às 16:26 1 rabiscos
O Início da Conjuctura de um Sementre
Tenho uma nova teoria, uma não, duas novas teorias, uma é sobre porque as pessoas estão cagando pro mundo, porém, essa é tão complexa que precisaria de tempo para fragmenta-la aqui.Teorias são assim, se não forem bem fragmentadas, as pessoas tendem a botar defeitos nela. Por mera vaidade.
Como eu passo maior parte do meu tempo exercitando o cerebelo, vou me dar ao luxo de não obedecer nenhum padrão de coerência ou coesão, adesão, sucção ou repulsão.Pensar de mais tem sido um problema na minha vida literária (sim, eu tenho uma).Por exemplo, odeio essas respostas de perguntas que o interlocutor não fez e mesmo assim, se acha no direito de pensar que o leitor irar perguntar, pré-estabelecendo assim, um padrão para os seus leitores.Detesto também períodos grandes como esse que acabei de escrever.Mas, voltando ao assunto, a teoria é a seguinte: As pessoas são feitas por padrões comportamentais, e não exclusivamente pelo meio, época e...Qual era o terceiro fator do determinismo mesmo?
Enfim, ou eu estou delirando, ou eu Estou Delirando, a segunda hipótese me conforta, pois, apesar de ser parecida com a primeira, não é. A Segunda opção é única, como sugere a gramática, isso faz dela especial, se não especial, filha de Pais casados que vão ao parque aos domingos pela tarde passear com o Labrador branco, o mais recessivo e puro dos labradores.Fato é que, quando nós nos deparamos com uma determinada etnia de cão, podemos definir alguns pontos de sua personalidade: Dócil, amigável, inteligente, birrento. Birrento? Sim, birra, como quando uma criança bate as pernas e cruza os braços pedindo para a mãe o Danoninho com Lactobacilos vivos que morrem no estômago, antes de fazerem parte da flora intestinal.Pois bem, A Birra:
Podemos definir as pessoas que possuem essa características em dois grupos(Esse estudo é baseado em comportamentos femininos, não tive material para estudar os homens, até porque, as birrentas acham que eles são todos iguais) que serão definidos a seguir:
· Inteligência+Traumas com o corpo na infância/adolescência=Feminismo, espírito crítico, agressividade defensiva e vaidade:
1,64 m, olhos castanhos claros, 67 kg. Ela senta no canto da sala.É contra-turno em um cursinho pré-vestibular.Quando acordou pela manhã, passou boa parte dos seus 50 min destinados para acordar, virar-se para o lado direito da cama, levantar, desistir de levantar, deitar novamente, levantar, coçar, caminhar, chegar até a cozinha, calcular as Kalorias de sua granola da Nestlé ,não necessariamente nessa ordem, para escolher a calça que esconde seus pneusinhos.Quando finalmente escolhe a vestimenta do dia, pergunta ao parente mais próximo “Fique gorda com essa roupa?”
-Claro que não, está ótima.-Ele sabe que uma observação se quer, ira gerar um mar de outras indagações e mais rios de preocupações, parentas legal que é parente legal, simplesmente assente da forma mais positiva possível.
Olhos castanhos claros acredita que todos os homens são sacanas, pois um garoto, na sétima série, a esnobou por ser gordinha.Ela procura duplos sentidos em todos as frases que são processadas em seu lóbulo temporal frontal, pois é sabido que quem não é amigo dela, não teria outra intenção que não fosse sacaneá-la.
Boa amiga daria uma excelente mãe, mas é cheia de princípios de mais para colocar uma vida no mundo, pois em seu mundo, não existe homem capaz de lhe fazer feliz.Pobres olhos castanhos claros, tão só, única coisa que não á falta, são pedras não mão.E, enquanto ela as tiver, será só e birrenta.
· Beleza+simplicidade+Inteligência: Um sorriso, uns poucos muitos olhares e uma voz que é a essência da suavidade…A tão poucos metros.Mas sabe como é?
Eu falo baixo de mais....Ela tem nome.Dei um nome á ela.Assim que confirmar, a descrevo.expelido por Diogo às 17:07 1 rabiscos
