O Caminho de jamelões. Parte2.

domingo, 27 de abril de 2008

Horário de verão.Dia longo.Alguém com uma cesta de flores e um alguém sentando em um banco de praça:

— Segredos compartilhados? Defina segredo.

—Meu mundo restrito.Por que seria tão interessante assim?

—Informação nunca é de mais.Já que não posso entender as que vêm de mim, ficaria feliz em surrupiar as suas.É envolvente, o de sempre é envolvente, ou não seria o de sempre.

—Você não passa de um frustrado.Vem cá, quanto tempo não coloca essa carniça fétida pra funcionar?

—Qual das carniças?

—Há, até parece que conseguiria diferenciar os membros das pernas com os dedos da mão; Se mate logo.Menos um no mundo pra beber dos rios do Brasil.

—Me mato, mato sim.Mas se, e somente se, você me prometer cada uma dessas rosas no Campo da Esperança.Vala comum de amanhã.Entrarei pra eternidade, junto com O Flanelinha, o lavador de carros, o Pinga-Fogo e o Bactéria.

—Feito.

—Antes de consumar o fato, pode me fazer um favor?

—Diga lá, moribundo.

—Uma rosa também para aquela menina com um lenço na mão.

Calçada.Rua.Carro.Sangue.

Isa, sua rosa vermelha e seu lenço na mão.

Quanta sorte.—Pensou ela: “No verão é muito raro encontrar uma rosa assim, provavelmente deve ter sido cultivada em estufa. Ah, se eu tivesse estudando mais na escola...Poderia exaltar meu ego recitando cada parte dessa flor.Ou ainda, poderia exaltar o romance, se soubesse em que época as rosas eram românticas.Provavelmente nunca foram, convenção de um retardado e aceitação das meninas moças do séc passado.”

O mundo acabou, então vieram alguns poucos amigos. Era festa na casa ao lado.Havia beberes e comeres. Apagaram-se as luzes.Subitamente. Nada mais veloz que o fim do mundo.

O Caminho de jamelões. Parte1.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

E cai, dorme, enlouquece e sonha:

Um bloqueio me esconde certas verdades, uma defesa vasta.

Você não tem idéia do que é acordar com uma tempestade á sua volta, não tem idéia, pois nunca viu uma, e se continua me dizendo que viu é porque não temos mais nada para conversar.

Vamos aos fatos, a dor.Repetida é maior, da calmaria á gradação, um susto na retina convergente.Um choro.Há tempos que não choro, inveja do mar.

Se nós pudéssemos fazer com que todos provassem, se nós, se nós.Eles provariam da tempestade, sem calmaria, sem susto, sem conversão.A dor em sua essência.Bela.

Eis a história de Isabela:

Caminha de leste a oeste, pois lhe disseram que o mais belo dos Sois se encontra lá, ela se engana, ir para o norte não é à muito tempo uma opção.Isa é assim, assim como um peixe sem linha transversal, ela perdeu a sua na busca doentia por certeza, e agora, ela é tudo e tudo nela é incerto.

O tempo, que espaça a doce menina da mulher amarga, ensinou-lhe uma das maiores verdades, talvez a única que se confirmará em sua vida.

Nessa altura da caminhada, ela sabe que os Homens são sim todos iguais, salvo aqueles que não se consideram Homens, esses não passam de prepotentes.Isa sabe sim, e vai provar que compartilhamos das mesmas vontades, vaidades e muitas vezes, dos mesmos segredos.

Os meus, eu há muito compartilhei com Isa, e ela calou.Já os dela, não podem calar, eles gritam em mim, me ameaçam, me degeneram pela boca, são tantos que ocupam o meu cérebro, preciso passar o fardo adiante e uns prepotentes viriam bem a calhar.

Bitolado

sábado, 5 de abril de 2008

Ela oscila de vale em vale, por entre as ondas de mais alta freqüência, sem saber o porque do procurar.São tão pequenas, mas sabe-se que o limite de sua função é a essência do infinito.

Argumentos, para um ser nada mais que complexo, exprime meus ângulos racionais, todos reais, do horizonte ao abismo de uma variável.

Mensagem para um risco.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Venho lhe falar da pena por ser quem tu és, a pena por ter pena, quando muitos não merecem as asas que lhes foram dadas.Venho também, dar te as plumas, brancas e aveludadas, porque tu mereces, tu e outros tantos piedosos.Não passa de uma questão de inequação, essa roupagem branca, serena, aveludada.Inveja.Como me mata.Mas nem por um único vestido branco, de véu e grinalda, perderia a chance, pois preciso, preciso contar-lhe a sentença da corte por seres tão amada.

Dedico-me ao bordado de uma colcha de retalhos.Metades.Não por partes. Por metades.Eis a face de uma história de histórias, de um conto de gigantes.Por tu, fui tempestade, fui soluços.Foram laços.E o sol de um errante, de uma máscara inconstante.Sou eu no olhar do torto, sou eu no céu de agosto.O leonino amargurado, que te deve explicações.Um todo aglutinado de falácias por um todo argumentado por palavras.Não era um seguidor de metáforas, mas agora é passado, e tornara eu um viciado, e tudo o que era belo, belo era de alegria, que não germina em ironia, não por falta de brilho nem menos por graça à fantasia, és um pedido de malefício, impostos em poços de magia.És um eu no seu espelho.E olhas tanto que me pergunto.É o passado uma história de plumas velhas, ou o futuro um presente de penas novas?

O Início da Conjuctura de um Sementre

quarta-feira, 5 de março de 2008

Tenho uma nova teoria, uma não, duas novas teorias, uma é sobre porque as pessoas estão cagando pro mundo, porém, essa é tão complexa que precisaria de tempo para fragmenta-la aqui.Teorias são assim, se não forem bem fragmentadas, as pessoas tendem a botar defeitos nela. Por mera vaidade.

Como eu passo maior parte do meu tempo exercitando o cerebelo, vou me dar ao luxo de não obedecer nenhum padrão de coerência ou coesão, adesão, sucção ou repulsão.Pensar de mais tem sido um problema na minha vida literária (sim, eu tenho uma).Por exemplo, odeio essas respostas de perguntas que o interlocutor não fez e mesmo assim, se acha no direito de pensar que o leitor irar perguntar, pré-estabelecendo assim, um padrão para os seus leitores.Detesto também períodos grandes como esse que acabei de escrever.Mas, voltando ao assunto, a teoria é a seguinte: As pessoas são feitas por padrões comportamentais, e não exclusivamente pelo meio, época e...Qual era o terceiro fator do determinismo mesmo?

Enfim, ou eu estou delirando, ou eu Estou Delirando, a segunda hipótese me conforta, pois, apesar de ser parecida com a primeira, não é. A Segunda opção é única, como sugere a gramática, isso faz dela especial, se não especial, filha de Pais casados que vão ao parque aos domingos pela tarde passear com o Labrador branco, o mais recessivo e puro dos labradores.Fato é que, quando nós nos deparamos com uma determinada etnia de cão, podemos definir alguns pontos de sua personalidade: Dócil, amigável, inteligente, birrento. Birrento? Sim, birra, como quando uma criança bate as pernas e cruza os braços pedindo para a mãe o Danoninho com Lactobacilos vivos que morrem no estômago, antes de fazerem parte da flora intestinal.Pois bem, A Birra:

Podemos definir as pessoas que possuem essa características em dois grupos(Esse estudo é baseado em comportamentos femininos, não tive material para estudar os homens, até porque, as birrentas acham que eles são todos iguais) que serão definidos a seguir:

· Inteligência+Traumas com o corpo na infância/adolescência=Feminismo, espírito crítico, agressividade defensiva e vaidade:

1,64 m, olhos castanhos claros, 67 kg. Ela senta no canto da sala.É contra-turno em um cursinho pré-vestibular.Quando acordou pela manhã, passou boa parte dos seus 50 min destinados para acordar, virar-se para o lado direito da cama, levantar, desistir de levantar, deitar novamente, levantar, coçar, caminhar, chegar até a cozinha, calcular as Kalorias de sua granola da Nestlé ,não necessariamente nessa ordem, para escolher a calça que esconde seus pneusinhos.Quando finalmente escolhe a vestimenta do dia, pergunta ao parente mais próximo “Fique gorda com essa roupa?”

-Claro que não, está ótima.-Ele sabe que uma observação se quer, ira gerar um mar de outras indagações e mais rios de preocupações, parentas legal que é parente legal, simplesmente assente da forma mais positiva possível.

Olhos castanhos claros acredita que todos os homens são sacanas, pois um garoto, na sétima série, a esnobou por ser gordinha.Ela procura duplos sentidos em todos as frases que são processadas em seu lóbulo temporal frontal, pois é sabido que quem não é amigo dela, não teria outra intenção que não fosse sacaneá-la.

Boa amiga daria uma excelente mãe, mas é cheia de princípios de mais para colocar uma vida no mundo, pois em seu mundo, não existe homem capaz de lhe fazer feliz.Pobres olhos castanhos claros, tão só, única coisa que não á falta, são pedras não mão.E, enquanto ela as tiver, será só e birrenta.

· Beleza+simplicidade+Inteligência: Um sorriso, uns poucos muitos olhares e uma voz que é a essência da suavidade…A tão poucos metros.Mas sabe como é?

Eu falo baixo de mais....Ela tem nome.Dei um nome á ela.Assim que confirmar, a descrevo.

sábado, 1 de março de 2008

Mas que merda, a porra dos comandos do meu computador não me obedecem, foram 2 tentativas para apagar o “que triste”.Como eu odeio ser um adolescente passando por uma fase que é “difícil pra todo mundo”, difícil pra todo mundo porra nenhuma, seria muito fácil nascer com planos e vontades pré-definidas.Eu tenho que fazer um curso na faculdade e tenho, mas não sei qual.E pqp, eu achava que escrevia bonito, coisas profundas e etc, mas to vendo que os meus textos não passam de babaquices adolescentes...Detesto essas estruturas clichês “Estou vendo que ”, caralho, existe coisa mais manjada do que fazer auto reflexão? E eu não vou separar nada com parágrafos, a porra do texto é meu....Enfim o ponto é que nenhuma música das minhas aproximadamente mil oitocentos e cinqüenta que foram ilegalmente abaixadas da internet me serve de consolo.Geralmente é assim...Se você está irritado, ou você escuta uma música para amplificar a raiva, ou uma pra sanar a mesma, o problema é que agora eu não encontro a música que retrate o sentimento exato.É ai que eu deveria criar uma só pra mim.bla bla bla bla bla....Criar música, como se fosse muito fácil “Vou pegar o meu violão e criar uma música aqui, porque eu sou foda.”.Não, agora se você já leu até aqui, o que é uma grande coisa, porque eu to escrevendo mal pra caralho e a maioria das pessoas não passa da segunda linha e ainda tem a cara de pau de deixar um comentário "adorie o seu texto", análise os fatos....Ta, a verdade é que não tem fato nenhum, eu geralmente criaria um aleatório e no final maquiaria o texto pra pagar de poeta incompreendido...mas isso é muito trabalhoso(notaram como eu repito caralho?).Um.Meu perfume acabou, minha mãe disse que vai me trazes outro, não, isso não é uma metáfora.!!!Acho que o Zé Ramalho é bem melhor que o Chico Buarque, comunista de merda, como se ele pegasse a viola dele e fosse pra rua pregar os ideais de liberdade, porra nenhuma, filhinho de papai de merda, pena que não foi apagado.Já o Zé não, regionalista, centrado, gente assim que faz o Brasil ir pra frente, ou vai dizer que o cara tava jogando truco com seus coleginhas em casa e os militares malvados entraram quebrando tudo e mandaram todos pra cadeia?To cansado de ver a globo falando merda sobre ditadura.Viva a Ditadura Militar.Viva memórias póstumas.

Viva a verossimilhança.Viva, viva, viva tempo, tempo, tempo, tempo.